Melhorar a comunicação governamental, tornando-a mais inclusiva, acessível e inteligível para a população.
A comunicação do governo com os cidadãos frequentemente utiliza uma linguagem técnica e burocrática, dificultando o acesso à informação e a compreensão dos serviços públicos disponíveis. Isso limita a participação cidadã e a efetividade das políticas públicas.
A equipe da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (SEGER) enfrentou um desafio relevante para a cidadania: criar ferramentas e processos que facilitassem a produção de textos e documentos oficiais compreensíveis para qualquer cidadão.
O objetivo era tornar a comunicação governamental mais inclusiva, acessível e inteligível, quebrando as barreiras da linguagem técnica e burocrática que muitas vezes afasta os cidadãos dos serviços públicos.
Utilizamos a metodologia dos Ciclos de UX, que combina design thinking, user experience e metodologias ágeis para resolver desafios complexos de forma colaborativa e centrada no usuário.
Foram realizadas 5 entrevistas com servidores de diferentes órgãos. A equipe mapeou a jornada de comunicação e criou duas personas que representavam os extremos do serviço público:
Silmara Pereira
Servidora engajada que reconhece a importância da linguagem simples.
José Maria
Servidor resistente, apegado à linguagem técnica e burocrática.
A investigação validou o problema central: a ausência de um programa estadual unificado com diretrizes claras sobre comunicação acessível.
Com o problema validado, a equipe gerou várias ideias que resultaram em 12 funcionalidades. O trabalho colaborativo resultou no desenho de um fluxo de serviço, um mapa que estruturava como as novas iniciativas de Linguagem Simples e Design Acessível (LS e DA) poderiam ser implementadas de forma estratégica no governo.
A equipe criou um design de serviço, prototipando o fluxo de atendimento para receber e processar demandas de simplificação de outros órgãos. O protótipo foi testado com dois usuários-chave (do Detran e do Incaper), permitindo refinar o processo e consolidar a solução final.
A solução proposta foi a criação de um programa estadual de Linguagem Simples e Design Acessível, estruturado em quatro eixos de atuação:
Criação de uma lei ou decreto para institucionalizar a linguagem simples como uma prática oficial, garantindo que a comunicação clara seja uma diretriz permanente do governo.
Oferta de cursos e capacitações na Escola de Serviço Público (ESESP), preparando servidores com as técnicas e ferramentas necessárias para simplificar a comunicação.
Formação de grupos de trabalho para aplicar os conceitos diretamente nos documentos e processos de cada secretaria, garantindo implementação prática e contínua.
Campanhas de comunicação interna para engajar e demonstrar o valor da comunicação clara, transformando a cultura organizacional de forma gradual e consistente.
Organização completa de como a iniciativa funcionará na prática, com processos definidos e responsabilidades claras para cada etapa do programa.
Elaboração de uma minuta de lei/decreto para a política de Linguagem Simples, que recebeu o aval do Secretário da SEGER para avançar no processo legislativo.
O projeto impulsionou a criação de um Manual de Linguagem Simples, a nova marca do Lab.ges e a inclusão de formações sobre o tema na ESESP, multiplicando o impacto da iniciativa.
O projeto conquistou o 2º lugar no prêmio Conexão Inova, na categoria Linguagem Simples e Comunicação, validando a qualidade e relevância da iniciativa.
Juntos, aprofundamos na temática e entendemos os servidores como multiplicadores, simplificando a linguagem para promover a acessibilidade na comunicação governamental.